RH e Benefícios
Embraer e o custo real das turbulências: lições para RH
Resultado da Embraer mostra como pressões externas impactam margens e bem-estar dos funcionários. O que isso ensina sobre programas de saúde financeira?
Segundo Exame, a Embraer encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 145,4 milhões, queda de 51% em relação aos R$ 299,9 milhões do mesmo período anterior. O que mais chama atenção não são apenas os números, mas a pressão que esse tipo de cenário cria sobre os colaboradores.
As tarifas americanas de 10% sobre aeronaves importadas custaram US$ 13 milhões à companhia no trimestre. A empresa não conseguiu repassar esses custos aos clientes devido a contratos com preços fixados, e toda a pressão recaiu sobre as margens operacionais. Para quem trabalha em RH de grandes corporações, essa situação é familiar: quando a empresa enfrenta aperto financeiro, quem sente primeiro são os funcionários.
Apesar da pressão no lucro, a receita consolidada cresceu 18%, atingindo R$ 7,6 bilhões, o maior patamar da história para um primeiro trimestre. O segmento Defesa & Segurança foi destaque, com receita saltando 47% para R$ 1,2 bilhão. Já a Aviação Executiva registrou R$ 2,2 bilhões em receita, alta de 17%, mas viu a margem bruta despencar de 21,8% para 15,1%.
Essa variação de desempenho entre divisões cria um ambiente de incerteza que impacta diretamente o bem-estar dos colaboradores. Equipes de setores com margens em queda enfrentam maior pressão, enquanto outras celebram resultados. Essa disparidade gera estresse financeiro e ansiedade sobre estabilidade no emprego.
No aspecto operacional, a Embraer entregou 44 aeronaves no trimestre, crescimento de 47% sobre as 30 unidades do mesmo período anterior. Foram 10 jatos comerciais, 29 executivos e 5 militares. A carteira de pedidos firmes atingiu US$ 32,1 bilhões, novo recorde da companhia.
Na minha leitura, casos como o da Embraer evidenciam por que programas estruturados de saúde financeira se tornaram estratégicos para empresas de grande porte. Quando colaboradores enfrentam incertezas sobre a saúde financeira da empresa, o reflexo no absenteísmo e na produtividade é imediato.
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