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Mudança na GP revela tendência que afeta benefícios corporativos

GP Investimentos abandona modelo de fundos tradicionais por capital permanente. Decisão reflete busca por estabilidade que empresas também aplicam em benefícios

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Segundo Brazil Journal, a GP Investimentos vai deixar de ser uma gestora de fundos de private equity para se tornar uma casa de capital permanente que investe principalmente recursos próprios. A mudança representa a maior transformação estratégica da empresa desde sua fundação em 1993 por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

"Com isso, nos libertamos dos ciclos, da obrigação de investir e, pior, de desinvestir em janelas específicas", explicou o chairman Fersen Lambranho ao Brazil Journal. Para liderar essa "nova GP", Rodrigo Boscolo, que está há 16 anos na casa e oito como CFO, assumiu como CEO no lugar de Bonchristiano, que estava no cargo desde 2014.

A decisão vem após movimentos estratégicos recentes: em 2023, com capital do Abu Dhabi Investment Authority (ADIA), a GP fechou o capital da BR Properties. No ano anterior, tirou da Bolsa a Spice, gestora suíça de private equity controlada desde 2016. No fim do ano passado, a própria GP fechou seu capital.

O paralelo com programas corporativos

Essa mudança na GP ilustra uma tendência que vemos também no mundo dos benefícios corporativos: a migração de modelos cíclicos e rígidos para estruturas mais flexíveis e sustentáveis.

Muitas empresas ainda operam programas de bem-estar financeiro como "campanhas" pontuais ou iniciativas temporárias, amarradas a orçamentos anuais específicos. Assim como a GP se libertou dos "ciclos de investimento forçados", as organizações mais estratégicas estão percebendo que programas de saúde financeira precisam ser permanentes para gerar impacto real.

O modelo de capital permanente permite investimentos de longo prazo sem pressão de desinvestimento em janelas específicas. Da mesma forma, programas estruturados de educação financeira corporativa funcionam melhor quando são contínuos, não quando precisam "mostrar resultados" a cada trimestre ou ser justificados anualmente do zero.

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