Saúde Financeira

Instabilidade financeira: lições de Cuba para RH brasileiro

A dolarização em Cuba revela como crises econômicas impactam o bem-estar dos colaboradores e a necessidade de programas estruturados de saúde financeira.

Capa: Instabilidade financeira: lições de Cuba para RH brasileiro

Quando a estabilidade financeira desmorona: o caso cubano e suas lições para o RH

Segundo NeoFeed, a economia de Cuba está passando por uma transformação com a crescente aceitação do dólar, que se tornou a principal referência de valor fora do setor estatal. A frase "Podem pagar em pesos cubanos ou em dólares", repetida em estabelecimentos de Havana, sintetiza uma crise que vai muito além da política monetária.

O país de 11 milhões de habitantes atravessa uma crise estrutural prolongada desde 2020. Dados da Oficina Nacional de Estadística e Información mostram retração da atividade econômica, queda na produtividade e forte pressão sobre o consumo. O cenário combina redução do turismo, restrições externas, baixa produção interna e desequilíbrios macroeconômicos persistentes.

A reforma monetária de 2021 eliminou o peso conversível (CUC), deixando apenas o peso cubano como moeda oficial. Porém, o desenho institucional não acompanhou a economia real. O mercado informal determina o custo de vida com taxas de câmbio muito superiores às oficiais, limitando o acesso da população a bens básicos. A inflação persistente e a escassez de produtos refletem a desvalorização do peso, enquanto quem recebe remessas ou atua no setor privado tem maior acesso ao dólar.

O impacto na força de trabalho

Essa fragmentação econômica criou duas realidades distintas: funcionários com acesso à moeda forte e aqueles dependentes exclusivamente do peso cubano. A disparidade de poder de compra entre esses grupos gera tensões sociais e impacta diretamente a produtividade e o engajamento no trabalho.

Para quem lidera times em empresas brasileiras, o caso cubano oferece uma lente valiosa sobre como instabilidades financeiras afetam o ambiente corporativo. Quando colaboradores enfrentam pressões econômicas extremas, o resultado é previsível: aumento do absenteísmo, queda na concentração, conflitos interpessoais e, inevitavelmente, maior rotatividade.

Lições práticas para o RH brasileir