Produtividade Corporativa

Como monitorar o bem-estar dos colaboradores que trabalham

Startup brasileira desenvolveu tecnologia usada pela NASA para monitorar ciclo de sono. Para RH, isso abre novas possibilidades de diagnóstico.

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Segundo Brazil Journal, uma startup brasileira conseguiu algo que poucos imaginavam: ter sua tecnologia selecionada pela NASA para monitorar astronautas em missões espaciais. A Condor Instruments desenvolveu um actígrafo que chegou ao pulso dos astronautas da Artemis II, coletando dados precisos sobre ciclos de atividade e repouso.

O interessante é que os próprios fundadores da empresa só descobriram que seu equipamento havia sido escolhido para a missão quando assistiram aos vídeos dos astronautas. "Foi uma enorme emoção quando vimos que eles estavam usando o nosso aparelho", disse Rodrigo Trevisan Okamoto, diretor de operações da Condor, ao Brazil Journal.

Mas o que isso tem a ver com RH? Muito mais do que parece à primeira vista.

O que é um actígrafo e por que a NASA investe nisso

O dispositivo desenvolvido pela Condor não é um relógio comum. É um actígrafo equipado com sensores precisos de luminosidade e temperatura da pele, capaz de fazer análises detalhadas do ritmo circadiano dos usuários. Esse "relógio biológico" regula funções essenciais do organismo, incluindo qualidade do sono, níveis de energia e capacidade de concentração.

A NASA sabe que astronautas com sono desregulado cometem mais erros, têm reflexos prejudicados e apresentam queda significativa na desempenho. Por isso investiu três anos em uma seleção internacional rigorosa para escolher a melhor tecnologia de monitoramento disponível.

A conexão com produtividade corporativa

Se a NASA considera o monitoramento do ritmo circadiano crítico para a desempenho de astronautas, imagine o impacto que dados similares poderiam ter na gestão de equipes corporativas. Colaboradores com sono desregulado custam caro para as empresas: maior absenteísmo, acidentes de trabalho, decisões ruins e queda na criatividade.

Empresas que operam em turnos noturnos ou têm equipes em fusos horários diferentes já começam a usar tecnologias similares para identificar padrões de fadiga antes que virem problemas maior