RH e Benefícios
Como narrativas corporativas impactam saúde mental dos times
Exposição no MASP revela como representações distorcidas afetam identidade e pertencimento. Lições para RH sobre narrativas inclusivas nos programas corporativo
Segundo NeoFeed, a artista peruana Sandra Gamarra Heshiki está em cartaz no MASP com a exposição "Réplica", onde usa a pintura como ferramenta para questionar narrativas históricas e o papel dos museus na construção de representações.
O poder das narrativas na formação de identidade
A obra central da mostra reinterpreta "Paisagem com tamanduá" (c. 1660), do artista neerlandês Frans Post. Gamarra abre um "rasgo" na pintura colonial para revelar uma urna funerária marajoara (400-1400 d.C.), tornando visível culturas que foram sistematicamente excluídas das representações europeias.
"Da paisagem me interessa o olhar recortado sobre a natureza. Me interessa muito como as lógicas da paisagem europeia se encaixam (quase à força) na paisagem tropical. Me interessa o que ela mostra, mas, sobretudo, o que oculta", explica a artista.
Lições para programas corporativos de bem-estar
Essa reflexão sobre narrativas excludentes tem aplicação direta no ambiente corporativo. Quando empresas criam programas de benefícios ou saúde financeira baseados em modelos "universais" sem considerar a diversidade de seus colaboradores, reproduzem a mesma lógica colonial que Gamarra critica.
A artista, que cresceu no Peru sob uma ditadura, fundou o LiMac, uma instituição fictícia que questiona como museus europeus classificam e hierarquizam culturas. Esse exercício de "descolonização" institucional oferece percepçãos valiosos para líderes de RH que buscam criar programas verdadeiramente inclusivos.
Impacto no engajamento e produtividade
Quando colaboradores não se veem representados nas narrativas corporativas ou nos programas de benefícios, isso afeta diretamente seu senso de pertencimento. A exclusão simbólica, como demonstra a obra de Gamarra, gera desconexão emocional que impacta produtividade e aumenta turnover.
A exposição inclui uma pintura que retrata um ambiente corporativo, simbolizando como a "apropriação" de modelos externos nem sempre se adapta às realidades locais.