Legislação e Compliance

PEC 6x1: O que a mudança na jornada significa para o RH

Com votação marcada para 27 de maio, PEC da escala 6x1 pode transformar benefícios e estratégias de bem-estar corporativo.

Capa: PEC 6x1: O que a mudança na jornada significa para o RH

Segundo NeoFeed, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1 está em momento decisivo, com votação na comissão especial marcada para 27 de maio. O empresariado já contabiliza cerca de 400 votos favoráveis no plenário da Câmara e reconhece, nos bastidores, que será "atropelado" pela estratégia acelerada do presidente Hugo Motta.

O relator Léo Prates deve propor a redução da jornada para 40 horas semanais, estabelecendo uma nova escala 5x2, com prazo de transição de até 10 anos para adaptação das empresas. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, se recusou a participar de audiência pública na Câmara, criticando o "açodamento" na condução do tema no Legislativo.

O impacto direto no planejamento de RH

Para líderes de RH de empresas com mais de 100 funcionários, essa mudança representa muito mais que ajuste operacional. A transição para uma jornada reduzida pode alterar completamente as estratégias de benefícios e programas de bem-estar que vocês têm construído.

Empresas que operam com escalas 6x1 precisarão repensar desde a cobertura de planos de saúde até programas de qualidade de vida. Com mais tempo livre, os colaboradores terão diferentes necessidades de apoio financeiro e bem-estar.

Oportunidade para programas estruturados

A mudança na jornada cria uma janela única para implementar programas de saúde financeira mais robustos. Funcionários com mais tempo disponível tendem a se envolver mais em atividades de capacitação e planejamento pessoal.

Planejadores financeiros certificados que atuam no mercado B2B devem se preparar para uma demanda crescente por programas corporativos. Empresas precisarão de suporte especializado para ajudar colaboradores a gerenciar melhor suas finanças com as mudanças na rotina de trabalho.

Na minha leitura como especialista em benefícios corporativos

O prazo de transição de 10 anos pode parecer generoso, mas empresas inteligentes já deveriam estar planejando essas mudanças. A pressão por aprov